SEU FUTURO É HOJE

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

UNIVERSO RHAROMASY - BARALHO FRANCÊS

O Baralho Francês é hoje o mais utilizado em todo o mundo, desde os jogos mais simples até nos mais suntuosos salões de jogo, sendo inclusive tema de livros e filmes.

Contudo suas cartas, seus naipes e toda simbologia a ele associada através dos quatro elementos da natureza (fogo, água, ar e terra) o transformam num oráculo rico em respostas quando queremos descobrir quem somos e nosso papel neste universo.

Os quatro elementos serviram de base em nossa jornada evolucional no planeta e que muitas vezes questionamos sobre sua influência em nós: 
  • O fogo nos fascina, despertando intensa paixão e vontade de viver que nos contagia profundamente; 
  • A água com seu eterno fluir nos acalma e sensibiliza o ponto de nos entregarmos ao seu ritmo; 
  • O ar parece no impelir à mudança, sempre falando ao nosso ouvido, seus conselhos vindos de muito longe; 
  • A terra, com sua coesão e firmeza, nos faz sentir seguros e protegidos.
As diversas escolas e linhas de pensamento surgiram devido à necessidade de compreendermos qual nosso papel e quais lições precisariam ser apreendidas na nossa passagem pelo planeta.

RAÍZES HISTÓRICAS
Estudos da história antiga apontam a Atlântida como o auge em termos de evolução do homem na Terra. Porém, o mau uso deste conhecimento levou também à nossa maior queda. 

Contudo, todo o conhecimento alcançado por eles foi preservado; os grandes mistérios e a chave de nossa evolução foram levados ao local que até hoje continua sendo para nós um desafio a ser revelado: 
  • O ANTIGO EGITO - O TAROT
Senhores de uma civilização extremamente avançada, transmitiam o conhecimento somente àqueles que se mostravam dispostos e aptos a enfrentar o desafio de trabalhar os quatro elementos presentes em todo o processo de vida na Terra. 
Enfrentavam provas duríssimas para serem aceitos como aprendizes e depois tinham que se dispor a harmonizar-se com a terra, o ar, a água e o fogo, se libertando das ilusões e descobrindo o ser de luz que existe dentro de cada um. 
Prevendo a queda de sua civilização seus sábios sacerdotes procuraram uma forma de salvar o conhecimento sagrado para as gerações futuras. 
Coube ao mais antigo e sábio perceber que o jogo seria a forma mais segura de preservar tão sagrado legado, assim aqueles que fossem os escolhidos reconheceriam os sinais. 
Surge assim o Tarô, com suas 78 lâminas: 22 representando os chamados Arcanos Maiores e 56 referentes aos Arcanos Menores. Começa aqui a grande jornada das cartas e de todos que buscam compreender a si mesmo e ao universo que nos cerca.
  • CHINA - O PRIMEIRO BARALHO
Quando pensamos em como o baralho chegou ao uso que damos a ele hoje,
precisamos voltar no tempo até o século X na China, onde encontramos os primeiros baralhos impressos em papel o KU PAI e o GUN PAI. 
O KU PAI era muito parecido com o dominó, pois tinha duas impressões na mesma carta com círculos vermelhos e pretos, tendo algumas figuras impressas. 
O GU PAI era dividido em quatro grupos. 
Os três primeiros tinham 9 cartas e representavam MOEDAS(decoradas com círculos), 
CENTENAS DE MOEDAS(decoradas com bastões) e 
MILHARES DE MOEDAS(decoradas com ideogramas). 
O quarto grupo era especial e composto de três cartas que representavam em cada uma das cartas, MILHÃO DE MOEDAS, FLOR VERMELHA e FLOR BRANCA.

Como podemos perceber, nestes baralhos estão presentes os elementos que formam o baralho de cartas como conhecemos hoje.

Com o decorrer do tempo surgiu um novo baralho de nome LAT CHI, composto de quatro grupos com 9 cartas cada, representando MOEDAS, DEZENAS DE MOEDAS, CENTENAS DE MOEDAS e MILHARES DE MOEDAS.
Graças às relações comerciais entre a China e o mundo Árabe o LAT CHI saiu das fronteiras chinesas dando origem a um novo e interessante baralho.


Os mamelucos (ou mamlûk) eram membros de uma antiga milícia turco-egípcia que conquistou grande poder no Egito,  principalmente entre os séculos XIII e XVI.
As cartas MAMLÛK, também conhecidas por mamelucas ou sarracenas eram compostas por quatro naipes: DAHÀHIM, uma antiga moeda árabe; SUYÛF, representando espadas ou sabres; JAWKÂN, simbolizando tacos de polo; TÚMAN, cálices ou taças.
Em virtude das invasões sarracenas na península ibérica o baralho árabe tornou-se muito popular naquela parte da Europa, surgindo a partir dele o primeiro grande baralho europeu, o Baralho Espanhol.

  • O BARALHO ESPANHOL

A Espanha contribuiu muito para a difusão das cartas, não apenas na Europa mas em grande parte do mundo. Dividindo com Portugal a condição de grande potência por séculos, especificamente devido ao talento náutico e explorador, difundiu seu baralho e serviu de modelo para outros países criarem seus próprios baralhos, como Itália, Suíça, Alemanha e França.
Neste Período, os nomes de cada naipe já se aproximavam muito do que conhecemos sendo chamados por Bastões, Taças, Gládios e Moedas.
Este baralho foi o modelo usado por séculos até que se destacou o francês que iria se firmar como o novo padrão mundial.

  • O BARALHO FRANCÊS


Coube à França criar aquele que seria o modelo para o uso de cartas no mundo. 
Com sua origem estimada no início do século XVI o baralho francês marcou época pela simplicidade de impressão e como último baralho a surgir, mostrou-se o mais moderno entre todos de então.  
Com relação aos naipes adaptou os quatro utilizados no baralho alemão: ESPADAS, CORAÇÕES (copas) e CLUBES (paus) acrescentando uma novidade ao transformar as moedas em LOSANGO ou DIAMANTE (ouros).

Sofreu também uma forte influência da Inglaterra com o surgimento do ÁS no lugar do número 1 e das LETRAS que identificam as cartas da corte, K(King, o Rei), Q(Queen, a Rainha) e J(Jack, o Valete).

Ao contrário de outros baralhos, a figura do Cavaleiro não aparece, dando lugar à figura feminina da Rainha.

Interessante notar que a França foi berço de grandes movimentos que modificaram o planeta e no que se refere ao ocultismo, foi lá que vimos surgir grandes mestres que contribuíram decisivamente para o resgate de conhecimentos sagrados da humanidade.

A MAGIA DOS NAIPES
O Baralho Francês nos revela aspectos importantes e primordiais de nossa evolução espiritual e somente aqueles que compreendem seus símbolos decifram este código secreto, resgatando a jornada em busca do "diamante" sagrado que existe dentro de cada um. 

  • OUROS - Ao colocar o diamante como símbolo do naipe de ouros, os franceses nos deram um claro sinal de que seu baralho é um poderoso oráculo que resgata e cumpre seu papel como era desejo dos grandes mestres do Antigo Egito. Em ouros/diamantes temos a chance de brilhar como seres de luz e nos reconectarmos com o sagrado em nós.
  • PAUS - De paus recebemos a chama sagrada da renovação, o fogo sagrado e divino.
  • COPAS - Copas nos ensina como controlar e transformar este amor único, universal e verdadeiro.
  • ESPADAS - Em espadas empreendemos o resgate de nosso verdadeiro "eu" ao enfrentarmos nossos medos e bloqueios.

Olhar o Baralho Francês sem os véus da ilusão e utilizá-lo de forma construtiva em busca do autoconhecimento e da evolução espiritual é missão de todos que buscam resgatar os conhecimentos sagrados, que bem utilizados criam um roteiro, uma jornada de descobertas e luz.

“A pureza do coração depura, pois a inteligência, e a retidão da vontade faz a exatidão do entendimento.”
Eliphas Levi

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